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Estimados pensamentos
Acho que eu perdi a esperança. Ou talvez eu tenha me acostumado ou esteja me acostumando à minha condição.
Mais uma noite sozinho…

Acho que eu perdi a esperança. Ou talvez eu tenha me acostumado ou esteja me acostumando à minha condição.

Mais uma noite sozinho…

E eu aqui na rodoviária novamente. 
Quando foi que este blog começou a ficar detestável? Triste, eu sei a resposta. Possivelmente foi quando minhas cartas destinadas a alguém ainda hoje desconhecido deram espaço a frasezinhas de C. F. Abreu e afins (não são de modo algum frases ruins, refletem algo sobre mim, mas não são minhas frases). Enfim… tais postagens românticas — ou não — foram há pouco devidamente deletadas.
Tá certo que eu raramente escrevo algo para postar aqui. Não lembro ao certo de quando foi a última vez que escrevi uma postagem ou qualquer coisa do tipo.
Segunda-feira pós-feriado de Páscoa. Umas onze da noite ou quase isso e eu me curando de uma — adivinhe — crise de rinite e tentando dominar a tosse com um Halls preto na boca. 
Comi pouco hoje. Calculo que não tenha atingido os trezentos gramas de calorias. Não sei quantas calorias possuem duas balas Halls para agrega-las a essa soma.
Voltei da faculdade pensando em escrever algo sobre moral. Um apanhado histórico sobre a moral e a ética no decorrer dos séculos e algo sobre a moral nos dias atuais. Algo a ser considerado e trabalhado em cima, talvez, qualquer hora dessas.
Pois então… Nos últimos dias uma constatação tem me consumido e sido tema dos meus (constantes) devaneios. Realmente eu não gosto, assim, acredito que eu não gosto de mim. E, realmente, Consciência, eu imbuo ao outro a necessidade de ser e de me fazer feliz. E fica complicado colocar isso sobre as costas alheias. Talvez seja eu mesmo o responsável por minha felicidade. Talvez seja foda, assim, colocar o peso de grandes responsabilidades sobre o outro, visto que talvez seja só eu mesmo, por ora, e visto que o peso da cobrança no outro ser bem grande, seja através de ciúme, necessidade de afirmação, como também o próprio peso da responsabilidade em si. Talvez eu precise mesmo de um tempo — mais um tempo — sozinho, a fim de me encontrar, me descobrir e aprender a gostar de mim mesmo. Talvez eu precise disso antes de encontrar um amigo e sair pra conversar e, quem sabe, ser encontrado.
Mas, sim, me faz falta ter alguém. Não só nos momentos de quando chove, faz frio, e coisas românticas assim. Me faz falta a companhia da conversa, a possibilidade de olhar e ser olhado apaixonadamente, de ter alguém com quem tomar chocolate quente ou ir tomar um café no final do dia.
O futuro a Deus pertence.

E eu aqui na rodoviária novamente.

Quando foi que este blog começou a ficar detestável? Triste, eu sei a resposta. Possivelmente foi quando minhas cartas destinadas a alguém ainda hoje desconhecido deram espaço a frasezinhas de C. F. Abreu e afins (não são de modo algum frases ruins, refletem algo sobre mim, mas não são minhas frases). Enfim… tais postagens românticas — ou não — foram há pouco devidamente deletadas.

Tá certo que eu raramente escrevo algo para postar aqui. Não lembro ao certo de quando foi a última vez que escrevi uma postagem ou qualquer coisa do tipo.

Segunda-feira pós-feriado de Páscoa. Umas onze da noite ou quase isso e eu me curando de uma — adivinhe — crise de rinite e tentando dominar a tosse com um Halls preto na boca.

Comi pouco hoje. Calculo que não tenha atingido os trezentos gramas de calorias. Não sei quantas calorias possuem duas balas Halls para agrega-las a essa soma.

Voltei da faculdade pensando em escrever algo sobre moral. Um apanhado histórico sobre a moral e a ética no decorrer dos séculos e algo sobre a moral nos dias atuais. Algo a ser considerado e trabalhado em cima, talvez, qualquer hora dessas.

Pois então… Nos últimos dias uma constatação tem me consumido e sido tema dos meus (constantes) devaneios. Realmente eu não gosto, assim, acredito que eu não gosto de mim. E, realmente, Consciência, eu imbuo ao outro a necessidade de ser e de me fazer feliz. E fica complicado colocar isso sobre as costas alheias. Talvez seja eu mesmo o responsável por minha felicidade. Talvez seja foda, assim, colocar o peso de grandes responsabilidades sobre o outro, visto que talvez seja só eu mesmo, por ora, e visto que o peso da cobrança no outro ser bem grande, seja através de ciúme, necessidade de afirmação, como também o próprio peso da responsabilidade em si. Talvez eu precise mesmo de um tempo — mais um tempo — sozinho, a fim de me encontrar, me descobrir e aprender a gostar de mim mesmo. Talvez eu precise disso antes de encontrar um amigo e sair pra conversar e, quem sabe, ser encontrado.

Mas, sim, me faz falta ter alguém. Não só nos momentos de quando chove, faz frio, e coisas românticas assim. Me faz falta a companhia da conversa, a possibilidade de olhar e ser olhado apaixonadamente, de ter alguém com quem tomar chocolate quente ou ir tomar um café no final do dia.

O futuro a Deus pertence.

Pois é, cá estou eu em mais uma tarde de domingo sem muitas emoções. Tenho intercalado episódios de seriados do final da década de 90 e do início da década passada, e isso me distrai. É claro que eu gostaria de estar com alguém, mas, enquanto o momento não chega, a pessoa não aparece, eu vou me distraindo com séries velhas, porém boas.
Tô cansado da mesma rotina, das mesmas pessoas, dos dias úteis passarem lentamente e o final de semana passar num piscar de olhos. Tô cansado de gente que não dá valor ao que tem na mão, cansado de gente que só me procura quando precisa de ajuda, quando precisa de conselho. Eu não me incomodo em fazer esse papel que cabe a gente quando se é amigo de alguém, tampouco me sinto com vontade ou à vontade pra falar da minha vida, dos meus dias ruins e das minhas carências; eu só gostaria mesmo que as coisas fossem diferentes.

Pois é, cá estou eu em mais uma tarde de domingo sem muitas emoções. Tenho intercalado episódios de seriados do final da década de 90 e do início da década passada, e isso me distrai. É claro que eu gostaria de estar com alguém, mas, enquanto o momento não chega, a pessoa não aparece, eu vou me distraindo com séries velhas, porém boas.

Tô cansado da mesma rotina, das mesmas pessoas, dos dias úteis passarem lentamente e o final de semana passar num piscar de olhos. Tô cansado de gente que não dá valor ao que tem na mão, cansado de gente que só me procura quando precisa de ajuda, quando precisa de conselho. Eu não me incomodo em fazer esse papel que cabe a gente quando se é amigo de alguém, tampouco me sinto com vontade ou à vontade pra falar da minha vida, dos meus dias ruins e das minhas carências; eu só gostaria mesmo que as coisas fossem diferentes.

Fico triste quando vejo algumas pessoas que acham graça no meu modo de enxergar as coisas, sempre com a perspectiva de encontrar pessoas melhores, momentos melhores e sentimentos melhores. Isso, por outro lado, me faz permanecer em pé e seguir aquilo que eu acredito. Prefiro a frustração futura de ter estado errado, do que a aceitação do erro agora e me arrepender futuramente. Prefiro, sim, errar agora. Não são as vivências alheias que irão definir o meu futuro.
E, honestamente, eu sempre corro riscos, tento a sorte e acredito na minha verdade, e não me importo realmente com o que as pessoas podem acabar pensando de mim.
Vai valer a pena.

Fico triste quando vejo algumas pessoas que acham graça no meu modo de enxergar as coisas, sempre com a perspectiva de encontrar pessoas melhores, momentos melhores e sentimentos melhores. Isso, por outro lado, me faz permanecer em pé e seguir aquilo que eu acredito. Prefiro a frustração futura de ter estado errado, do que a aceitação do erro agora e me arrepender futuramente. Prefiro, sim, errar agora. Não são as vivências alheias que irão definir o meu futuro.

E, honestamente, eu sempre corro riscos, tento a sorte e acredito na minha verdade, e não me importo realmente com o que as pessoas podem acabar pensando de mim.

Vai valer a pena.

Estou aqui no meu quarto, a música ainda toca lá fora, eu acabei de sair de perto das pessoas da minha família e vim pra cá escrever um pouco aquilo que estou sentindo. 
Prossigo baixando toda a discografia do Johnny Cash nesta noite, e creio que ainda terei algumas horas adiante até o fim dos downloads. Escrevo esta postagem usando praticamente apenas minha mão direita; bati meu pulso esquerdo possivelmente na quarta-feira e, em consequência disso, não consigo mexer todo meu braço esquerdo sem sentir um pouco de dor.
Pois é, agora estou com vinte e dois anos, meu aniversário foi na segunda-feira. Festas já não existem mais, afinal estou com vinte e dois e, depois de tomar durante alguns anos uma postura séria e desapegada de festejos, eu hoje realmente vivencio essa coisa de não possuir festejos. É bom, por um lado, assim, mas o que eu gostaria mesmo é de te ter ao meu lado, simplesmente passar o dia todo contigo, deitados na cama e eu te olhando com cara de bobo enquanto você dorme, respirando tranquilo.
Tenho observado que muitas pessoas que não de dão valor algum, que agem promiscuamente e que em muitos casos até carecem de beleza, tem alguém com quem de certa forma “afogar” os pensamentos tristes e a solidão, enquanto eu prossigo, há vinte e dois anos, sozinho. Porém não invejo essas pessoas. Eu quero mesmo é você, que eu acredito ainda não conhecer; uma única pessoa que possa me completar e que um dia, assim espero, junto a mim formará um casal. É essa perspectiva, é essa esperança, que me trouxe até aqui, que me fez agir até hoje da forma como eu agi, pois eu sei que você vai valer a pena. Espero ser aquele de quem um dia você vai falar que gostaria de ter conhecido desde sempre.
Mais um Natal sozinho, mas eu permaneço aqui e vou continuar aqui por você.
Feliz Natal.

Estou aqui no meu quarto, a música ainda toca lá fora, eu acabei de sair de perto das pessoas da minha família e vim pra cá escrever um pouco aquilo que estou sentindo. 

Prossigo baixando toda a discografia do Johnny Cash nesta noite, e creio que ainda terei algumas horas adiante até o fim dos downloads. Escrevo esta postagem usando praticamente apenas minha mão direita; bati meu pulso esquerdo possivelmente na quarta-feira e, em consequência disso, não consigo mexer todo meu braço esquerdo sem sentir um pouco de dor.

Pois é, agora estou com vinte e dois anos, meu aniversário foi na segunda-feira. Festas já não existem mais, afinal estou com vinte e dois e, depois de tomar durante alguns anos uma postura séria e desapegada de festejos, eu hoje realmente vivencio essa coisa de não possuir festejos. É bom, por um lado, assim, mas o que eu gostaria mesmo é de te ter ao meu lado, simplesmente passar o dia todo contigo, deitados na cama e eu te olhando com cara de bobo enquanto você dorme, respirando tranquilo.

Tenho observado que muitas pessoas que não de dão valor algum, que agem promiscuamente e que em muitos casos até carecem de beleza, tem alguém com quem de certa forma “afogar” os pensamentos tristes e a solidão, enquanto eu prossigo, há vinte e dois anos, sozinho. Porém não invejo essas pessoas. Eu quero mesmo é você, que eu acredito ainda não conhecer; uma única pessoa que possa me completar e que um dia, assim espero, junto a mim formará um casal. É essa perspectiva, é essa esperança, que me trouxe até aqui, que me fez agir até hoje da forma como eu agi, pois eu sei que você vai valer a pena. Espero ser aquele de quem um dia você vai falar que gostaria de ter conhecido desde sempre.

Mais um Natal sozinho, mas eu permaneço aqui e vou continuar aqui por você.

Feliz Natal.

Acho que foi o Machado de Assis quem uma vez comparou mulheres à maçãs. Pois bem, faço uma pequena adaptação nisso: as pessoas são como maçãs em árvores. Dizia ele que “mulheres são como maçãs em árvores. As melhores estão no topo. Os homens não querem alcançar essas boas, porque eles têm medo de cair e se machucar. Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão, que não são boas como as do topo, mas são fáceis de se conseguir. Assim, as maçãs no topo pensam que algo está errado com elas, quando na verdade, eles estão errados… Elas têm que esperar um pouco para o homem certo chegar, aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore.”

Acho que foi o Machado de Assis quem uma vez comparou mulheres à maçãs. Pois bem, faço uma pequena adaptação nisso: as pessoas são como maçãs em árvores. Dizia ele que “mulheres são como maçãs em árvores. As melhores estão no topo. Os homens não querem alcançar essas boas, porque eles têm medo de cair e se machucar. Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão, que não são boas como as do topo, mas são fáceis de se conseguir. Assim, as maçãs no topo pensam que algo está errado com elas, quando na verdade, eles estão errados… Elas têm que esperar um pouco para o homem certo chegar, aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore.”

Entardecer. A vista da janela do meu quarto.

Entardecer. A vista da janela do meu quarto.

Uma conclusão: se tudo até hoje foi um fracasso em matéria de relacionamento, cabe a mim fazer as coisas de modo diferente em diversos aspectos. Pra que eu insistiria, não sendo eu um masoquista, em ideias furadas que não deram certo antes?

Uma conclusão: se tudo até hoje foi um fracasso em matéria de relacionamento, cabe a mim fazer as coisas de modo diferente em diversos aspectos. Pra que eu insistiria, não sendo eu um masoquista, em ideias furadas que não deram certo antes?

Sábado… É um dos melhores dias da semana. Também gosto de domingos. Não do domingo à noite que faz com que eu me recorde que em poucas horas devo começar tudo de novo. O sábado geralmente sugere um dia ensolarado que as pessoas aproveitam para dar início ao merecido descanso ou saem às compras ou a passeio. O sábado à noite, entretanto, traz a sensação de que sou o único cara que está em casa, solteiro, sem beijos ou flertes, pensando em como a vida pode ser boa.
Me questiono bastante.
Sinto o tempo todo que talvez eu esteja vendo minha vida passar desperdiçada, que eu não estou aproveitando a juventude dos vinte e um anos que não volta mais. É essa a idade onde os caras costumam transar sem compromisso, ter ficadas com pessoas das quais não se lembram do rosto, muito menos do nome. É o momento de poder chegar ao orgasmo com qualquer um e com todo mundo.
Será que essa coisa toda de ir vivendo a minha vida assim, sozinho, na esperança de que um dia vou ter alguém, é deixar o melhor da vida passar? Porque, afinal, eu não aproveito tanto assim minha juventude. Não faço sexo por fazer, tampouco bebo até cair, não faço amizades eternas que duram uma balada, nem… nada.
Enfim, é um padrão que tenho vivido não apenas agora, aos vinte e um anos de idade, mas desde sempre. Será que tudo até hoje foi desperdício de tempo?
Não consigo me imaginar saindo à noite de casa, indo beber com amigos. Amigos? Já pensei que talvez eu não saísse muito porque uma balada tende a ir até altas horas e ficaria complicado o retorno até a minha casa em tal horário. Mas não é isso. Não vou não apenas porque não tenho amigos, mas porque não sinto que eu fosse aproveitar melhor a minha vida dessa forma. Seria, contudo, uma forma de conhecer pessoas.
Não me encaixo nos moldes de perfeição. Meu corpo não é perfeito, meu modo de agir não é perfeito. Quando conheço alguém (se conheço alguém), a pessoa é bem mais velha e isso não me atrai… Ou então busca por sexo sem compromisso… Ou então busca pelo príncipe encantado… Ou não me atrai para algo que vá além de amizade.
Quanto tempo mais isso tudo vai durar?

Sábado… É um dos melhores dias da semana. Também gosto de domingos. Não do domingo à noite que faz com que eu me recorde que em poucas horas devo começar tudo de novo. O sábado geralmente sugere um dia ensolarado que as pessoas aproveitam para dar início ao merecido descanso ou saem às compras ou a passeio. O sábado à noite, entretanto, traz a sensação de que sou o único cara que está em casa, solteiro, sem beijos ou flertes, pensando em como a vida pode ser boa.

Me questiono bastante.

Sinto o tempo todo que talvez eu esteja vendo minha vida passar desperdiçada, que eu não estou aproveitando a juventude dos vinte e um anos que não volta mais. É essa a idade onde os caras costumam transar sem compromisso, ter ficadas com pessoas das quais não se lembram do rosto, muito menos do nome. É o momento de poder chegar ao orgasmo com qualquer um e com todo mundo.

Será que essa coisa toda de ir vivendo a minha vida assim, sozinho, na esperança de que um dia vou ter alguém, é deixar o melhor da vida passar? Porque, afinal, eu não aproveito tanto assim minha juventude. Não faço sexo por fazer, tampouco bebo até cair, não faço amizades eternas que duram uma balada, nem… nada.

Enfim, é um padrão que tenho vivido não apenas agora, aos vinte e um anos de idade, mas desde sempre. Será que tudo até hoje foi desperdício de tempo?

Não consigo me imaginar saindo à noite de casa, indo beber com amigos. Amigos? Já pensei que talvez eu não saísse muito porque uma balada tende a ir até altas horas e ficaria complicado o retorno até a minha casa em tal horário. Mas não é isso. Não vou não apenas porque não tenho amigos, mas porque não sinto que eu fosse aproveitar melhor a minha vida dessa forma. Seria, contudo, uma forma de conhecer pessoas.

Não me encaixo nos moldes de perfeição. Meu corpo não é perfeito, meu modo de agir não é perfeito. Quando conheço alguém (se conheço alguém), a pessoa é bem mais velha e isso não me atrai… Ou então busca por sexo sem compromisso… Ou então busca pelo príncipe encantado… Ou não me atrai para algo que vá além de amizade.

Quanto tempo mais isso tudo vai durar?

“Ele não gostava totalmente de finais de semana. Era bom poder ficar em sua casa descansando, contudo, haveria tempo para que seus temores voltassem a consumir sua mente.
Estava sentado em seu sofá de solteiro, em sua sala de estar, a barba por fazer, e observava, de dentro daquele crepúsculo de fim de dia, a luz do sol atingindo suas cortinas e dando ao chão de madeira de sua sala uma cor alaranjada.
‘Quando você não mais lembrar o quanto fomos felizes’, dizia a carta que ele escreveu quando a lua cheia surgiu solitária no céu, ‘quando você acreditar que está vivendo o melhor da sua vida sem mim, saiba que este coração de trinta e poucos anos ainda bate forte por você. ’
‘Lembre dos dias em que você dizia que as árvores do parque eram o nosso refúgio, lembre das promessas que fizemos um dia, quando o mundo parecia grande, porém nós dois estávamos juntos e era isso o que bastava. ’
‘Te amei tanto, sempre vou te amar tanto, e se hoje não mais estamos juntos, é porque meu amor por você foi grande o suficiente para deixar que você sempre decidisse o que quer para a sua vida. ’
‘Hoje você chama a outro de “amor” e certamente você está agora com esse outro alguém vivendo a alegria que também tivemos quando estávamos juntos. Dói em mim saber que não sou eu quem vai pedir um refrigerante pra nós dois naquele restaurante que costumávamos ir em nossos sábados à noite, que eu não vou poder te levar pra casa, arranjar uma daquelas desculpas quaisquer só para passar a noite ao teu lado e te ninar no meu colo, enquanto vejo teu rosto adormecer. Nos pequenos detalhes é onde o meu amor por você sobrevive.’
Ele não conseguiu ir além. Aquela que ele secretamente ainda chamava de “amor” havia partido para bem longe daquele bairro onde vivia com seus pais e participava de churrascos familiares aos domingos. ‘O amor segue junto para onde quer que ela vá’, ele dizia para si.”
 

Sonhei com essa cena. Resolvi registrá-la aqui, imortalizá-la.

“Ele não gostava totalmente de finais de semana. Era bom poder ficar em sua casa descansando, contudo, haveria tempo para que seus temores voltassem a consumir sua mente.

Estava sentado em seu sofá de solteiro, em sua sala de estar, a barba por fazer, e observava, de dentro daquele crepúsculo de fim de dia, a luz do sol atingindo suas cortinas e dando ao chão de madeira de sua sala uma cor alaranjada.

‘Quando você não mais lembrar o quanto fomos felizes’, dizia a carta que ele escreveu quando a lua cheia surgiu solitária no céu, ‘quando você acreditar que está vivendo o melhor da sua vida sem mim, saiba que este coração de trinta e poucos anos ainda bate forte por você. ’

‘Lembre dos dias em que você dizia que as árvores do parque eram o nosso refúgio, lembre das promessas que fizemos um dia, quando o mundo parecia grande, porém nós dois estávamos juntos e era isso o que bastava. ’

‘Te amei tanto, sempre vou te amar tanto, e se hoje não mais estamos juntos, é porque meu amor por você foi grande o suficiente para deixar que você sempre decidisse o que quer para a sua vida. ’

‘Hoje você chama a outro de “amor” e certamente você está agora com esse outro alguém vivendo a alegria que também tivemos quando estávamos juntos. Dói em mim saber que não sou eu quem vai pedir um refrigerante pra nós dois naquele restaurante que costumávamos ir em nossos sábados à noite, que eu não vou poder te levar pra casa, arranjar uma daquelas desculpas quaisquer só para passar a noite ao teu lado e te ninar no meu colo, enquanto vejo teu rosto adormecer. Nos pequenos detalhes é onde o meu amor por você sobrevive.’

Ele não conseguiu ir além. Aquela que ele secretamente ainda chamava de “amor” havia partido para bem longe daquele bairro onde vivia com seus pais e participava de churrascos familiares aos domingos. ‘O amor segue junto para onde quer que ela vá’, ele dizia para si.”

 


Sonhei com essa cena. Resolvi registrá-la aqui, imortalizá-la.

É bom estar de férias da faculdade. Tenho um pequeno trabalho para fazer e entregar na primeira semana de julho, mas ainda não senti emoção alguma para fazê-lo. Tenho também uma prova dessa mesma disciplina, na data de entrega dos trabalhos. Não li nada. Trata-se de um conteúdo chato, de aulas presas a exposição de slides e com cheiro do desejo de se jogar pela janela.
O dia está bonito, temos sol e céu azul. A janela do meu quarto está aberta e as cortinas semicerradas me permitem uma nesga de luz solar. Meu quarto está limpo. O maldito carpete que insiste em pegar todas as penujas dos meus cobertores agora está devidamente OK.
Há pouco mais de uma hora retornei do centro da minha cidade, comprei alguns pães e material pra fazer um bom sanduíche mais tarde.
Vou, logo mais, organizar meu guarda-roupa, alinhar os livros que ali guardo, organizar as coisas que estão jogadas ali dentro.
 
Há pouco mais de uma semana e meia, por meio de mensagem de celular eu soube de uma pessoa do meu passado que eu sou uma pessoa especial para ela. Foi bom saber disso, mas eu não mais me senti como poderia me sentir, sei lá, há cerca de cinco ou seis meses ou talvez menos. O coração não deu aquele salto. Eu já sabia que não mais nutria sentimentos, mas o salto que o coração dava há tempos atrás ainda era inevitável. Não era sentimento, era algo diferente. Talvez algo psicológico, algo do cérebro que não se tratava de sentimento, não tinha ligação alguma com o coração. Pois bem, não senti mais nada desse tipo.
Senti, contudo, certo saudosismo, algo que diz que tudo o que aconteceu, do início ao fim, foi para o melhor de ambas as partes, principalmente pra mim.
Que eu tive que aprender a lidar com certas consequências, isso foi inevitável, mas pude crescer, melhorar.
 
Ontem à noite eu tive que parar e pensar um pouco até onde toda a minha história de vida me afetou também negativamente. A insegurança, o medo de me jogar e correr riscos e poder, quem sabe, ter um bom final, manipula muito a minha vida e o modo como eu ajo.  Gostaria de poder me desvencilhar disso e me pergunto hoje como posso fazer isso.
Gostaria de saber como…
 

É bom estar de férias da faculdade. Tenho um pequeno trabalho para fazer e entregar na primeira semana de julho, mas ainda não senti emoção alguma para fazê-lo. Tenho também uma prova dessa mesma disciplina, na data de entrega dos trabalhos. Não li nada. Trata-se de um conteúdo chato, de aulas presas a exposição de slides e com cheiro do desejo de se jogar pela janela.

O dia está bonito, temos sol e céu azul. A janela do meu quarto está aberta e as cortinas semicerradas me permitem uma nesga de luz solar. Meu quarto está limpo. O maldito carpete que insiste em pegar todas as penujas dos meus cobertores agora está devidamente OK.

Há pouco mais de uma hora retornei do centro da minha cidade, comprei alguns pães e material pra fazer um bom sanduíche mais tarde.

Vou, logo mais, organizar meu guarda-roupa, alinhar os livros que ali guardo, organizar as coisas que estão jogadas ali dentro.

 

Há pouco mais de uma semana e meia, por meio de mensagem de celular eu soube de uma pessoa do meu passado que eu sou uma pessoa especial para ela. Foi bom saber disso, mas eu não mais me senti como poderia me sentir, sei lá, há cerca de cinco ou seis meses ou talvez menos. O coração não deu aquele salto. Eu já sabia que não mais nutria sentimentos, mas o salto que o coração dava há tempos atrás ainda era inevitável. Não era sentimento, era algo diferente. Talvez algo psicológico, algo do cérebro que não se tratava de sentimento, não tinha ligação alguma com o coração. Pois bem, não senti mais nada desse tipo.

Senti, contudo, certo saudosismo, algo que diz que tudo o que aconteceu, do início ao fim, foi para o melhor de ambas as partes, principalmente pra mim.

Que eu tive que aprender a lidar com certas consequências, isso foi inevitável, mas pude crescer, melhorar.

 

Ontem à noite eu tive que parar e pensar um pouco até onde toda a minha história de vida me afetou também negativamente. A insegurança, o medo de me jogar e correr riscos e poder, quem sabe, ter um bom final, manipula muito a minha vida e o modo como eu ajo.  Gostaria de poder me desvencilhar disso e me pergunto hoje como posso fazer isso.

Gostaria de saber como…

 

Sabe aquele tipo de pessoa, que de um namoro pula para o outro, assim, sempre, pela vida toda? O que será isto? Sorte? Ou alguém que não consegue ficar sozinho? Porque sempre acreditei que quando entramos em uma relação somos uma pessoa e, quando saímos dela, somos outra. Relações nos transformam e sim, precisamos nos encontrar com a pessoa que nos transformamos. Depois que uma relação acaba, estamos mais doces, mais generosos, mais tolerantes, mais cínicos ou mais inseguros. O que nos tornamos, além de termos alguns quilos a mais ou a menos? Em que nos transformamos? Acredito em um tempo só com você para experimentar o mundo, para cair em ciladas, provar outros sabores, saber da existência de outros venenos.
 Claro que se a vida sorri para você e te dá um amor atrás do outro, legal. Viver de verdade, dá certo medo e certos sentimentos como solidão, insegurança e tudo isso com a sensação deque o tempo está passando e não somos mais tão jovens, nos deixam mais presos, mais paralisados, mais covardões. Sim, ainda tem o tal tempo que passa por nós e ainda nos mostra a língua. Que vida… Pela quantidade de livros de autoajuda que vejo vendendo nas livrarias, sinto que os humanos tratados como máquinas de produção sem limites, andam meio que sem rumos. Não é a toa que a turminha do “só durmo com Rivotril”, “tomei um Prozac e fui trabalhar” ou “querida, meu ortomolecular tem uma receita incrível”, é a turminha mais cool do momento. Medicina estética, psiquiatria, farmácia, nutricionista, personal trainer e pai de santo serão as profissões do futuro, porque muita gente destrambelhada e desajustada irá invadir o mundo ou o que sobrar dele. E talvez, em um futuro não distante, pessoas sentirão falta de sentir solidão, ciúme, ódio, inveja, vingança e tudo aquilo que estamos tentando matar sem viver de qualquer jeito. Então sinta dor de cotovelos, chore ouvindo músicas, beba um pouco (só um pouco) e dê vexames, mas não abra mão da sua humanidade. Erre, por favor. Aprenda a viver a vida.

Sabe aquele tipo de pessoa, que de um namoro pula para o outro, assim, sempre, pela vida toda? O que será isto? Sorte? Ou alguém que não consegue ficar sozinho? Porque sempre acreditei que quando entramos em uma relação somos uma pessoa e, quando saímos dela, somos outra. Relações nos transformam e sim, precisamos nos encontrar com a pessoa que nos transformamos. Depois que uma relação acaba, estamos mais doces, mais generosos, mais tolerantes, mais cínicos ou mais inseguros. O que nos tornamos, além de termos alguns quilos a mais ou a menos? Em que nos transformamos? Acredito em um tempo só com você para experimentar o mundo, para cair em ciladas, provar outros sabores, saber da existência de outros venenos.


Claro que se a vida sorri para você e te dá um amor atrás do outro, legal.

Viver de verdade, dá certo medo e certos sentimentos como solidão, insegurança e tudo isso com a sensação deque o tempo está passando e não somos mais tão jovens, nos deixam mais presos, mais paralisados, mais covardões. Sim, ainda tem o tal tempo que passa por nós e ainda nos mostra a língua.

Que vida…

Pela quantidade de livros de autoajuda que vejo vendendo nas livrarias, sinto que os humanos tratados como máquinas de produção sem limites, andam meio que sem rumos. Não é a toa que a turminha do “só durmo com Rivotril”, “tomei um Prozac e fui trabalhar” ou “querida, meu ortomolecular tem uma receita incrível”, é a turminha mais cool do momento. Medicina estética, psiquiatria, farmácia, nutricionista, personal trainer e pai de santo serão as profissões do futuro, porque muita gente destrambelhada e desajustada irá invadir o mundo ou o que sobrar dele.

E talvez, em um futuro não distante, pessoas sentirão falta de sentir solidão, ciúme, ódio, inveja, vingança e tudo aquilo que estamos tentando matar sem viver de qualquer jeito.

Então sinta dor de cotovelos, chore ouvindo músicas, beba um pouco (só um pouco) e dê vexames, mas não abra mão da sua humanidade. Erre, por favor. Aprenda a viver a vida.

Comecei ontem ao entardecer a reler algumas de minhas postagens antigas.
O sonho de escrever um blog é algo de longa data, tido logo que tive oportunidade de acessar na rede aquilo que eu bem entendesse e acabei visitando um monte de blogs de anônimos e me apaixonando pelo estilo casual de expor as coisas que acontecem em suas vidas.
Há praticamente um ano surgiu a ideia de criar este blog e, relendo aquilo que escrevi, consigo me recordar de detalhes daquele entardecer de domingo. Eu me encontrava na mesma situação que agora estou, na minha cama, coberto, recostado na mesma cabeceira e no mesmo quarto.
Algumas coisas aconteceram nesse período, é claro, poucas semanas depois do primeira postagem eu tive a oportunidade de ter meu coração mais uma vez partido.
Nossa… Logo completará um ano. Será que daqui um ano eu estarei neste mesmo quarto em mais um dia frio e vou me pegar pensando se existe mais alguém neste mundo que não esteja pensando na próxima transa fácil ou lamentando a perda do último namorado? Espero que não.
Sinto dentro de mim que logo encontrarei alguém, ou serei encontrado. Essa sensação me conforta e aquece o meu coração.
Desta vez, as coisas serão diferentes, já que eu não sou mais o mesmo. Amadureci sim, não vou dizer o contrário. Se existe um aspecto positivo em ter o coração quebrado é que aprendemos coisas e uma delas é ser mais forte. Não vou cometer os mesmos erros que cometi há um ano atrás, pois não quero sentir a mesma dor; não sou masoquista e a cada dia estou aprendendo a gostar um pouco mais de mim mesmo do que eu gostava ontem. Não, eu não vou de forma alguma cometer os mesmos erros, isso está bem claro em minha mente.
Não fui para a faculdade na segunda-feira e também não irei nesta terça-feira, pois estamos tendo palestras. Nunca imaginei que haveriam tantas na faculdade. Não participo de nenhuma, por ora. Deixo para depois. Eu precisava tirar um tempo para mim.
Minha mãe fica com um pé atrás quando digo que não fui pra faculdade pois estão havendo palestras. Acho que ela não acredita em mim, mas não me diz nada.
Acredito que se eu fosse mais novo e dependente pra tudo, ela não perderia a oportunidade de me interrogar e me criticar. Ela apoia minhas decisões e as coisas que eu faço, mas, ao mesmo tempo, é uma grande crítica.
Não tenho um relacionamento muito próximo aos membros de minha família, mas também não tenho um relacionamento frio e sazonal.
É algo assim… diferente. Existe o apoio nas decisões (pelo menos em algumas delas), mas não existe aquela coisa do “eu te amo” dito a todo instante.
Talvez por isso eu seja assim tão carente, mas não culpo ninguém por eu ser assim; simplesmente sou e não me sinto infeliz por ser assim.
Eu costumava esperar das pessoas que elas viessem a me completar e a suprir minhas carências e que me fizessem feliz, e nesse aspecto também posso dizer que mudei.
Busco constantemente me valorizar, por mais ruim que eu possa vir a me considerar. Estou sempre vendo meus aspectos positivos e gosto de tê-los em mente, ao invés de esperar por um elogio vindo de outra pessoa.
Claro que se o elogio vier, melhor ainda.
Parei pra pensar há pouco e constatei que há meses troco um abraço com ninguém. Será que isso é normal?
Um beijo, mais tempo ainda, acredito.
… Nossa, isso já deve ter quase um ano.
Gostaria de poder abraçar alguém, de dar aquele upa bem apertado e demorado. Me faria bem.
Só de pensar, o meu corpo já relaxa e sente aquela coisa agradável que é receber um abraço.

Comecei ontem ao entardecer a reler algumas de minhas postagens antigas.

O sonho de escrever um blog é algo de longa data, tido logo que tive oportunidade de acessar na rede aquilo que eu bem entendesse e acabei visitando um monte de blogs de anônimos e me apaixonando pelo estilo casual de expor as coisas que acontecem em suas vidas.

Há praticamente um ano surgiu a ideia de criar este blog e, relendo aquilo que escrevi, consigo me recordar de detalhes daquele entardecer de domingo. Eu me encontrava na mesma situação que agora estou, na minha cama, coberto, recostado na mesma cabeceira e no mesmo quarto.

Algumas coisas aconteceram nesse período, é claro, poucas semanas depois do primeira postagem eu tive a oportunidade de ter meu coração mais uma vez partido.

Nossa… Logo completará um ano. Será que daqui um ano eu estarei neste mesmo quarto em mais um dia frio e vou me pegar pensando se existe mais alguém neste mundo que não esteja pensando na próxima transa fácil ou lamentando a perda do último namorado? Espero que não.

Sinto dentro de mim que logo encontrarei alguém, ou serei encontrado. Essa sensação me conforta e aquece o meu coração.

Desta vez, as coisas serão diferentes, já que eu não sou mais o mesmo. Amadureci sim, não vou dizer o contrário. Se existe um aspecto positivo em ter o coração quebrado é que aprendemos coisas e uma delas é ser mais forte. Não vou cometer os mesmos erros que cometi há um ano atrás, pois não quero sentir a mesma dor; não sou masoquista e a cada dia estou aprendendo a gostar um pouco mais de mim mesmo do que eu gostava ontem. Não, eu não vou de forma alguma cometer os mesmos erros, isso está bem claro em minha mente.

Não fui para a faculdade na segunda-feira e também não irei nesta terça-feira, pois estamos tendo palestras. Nunca imaginei que haveriam tantas na faculdade. Não participo de nenhuma, por ora. Deixo para depois. Eu precisava tirar um tempo para mim.

Minha mãe fica com um pé atrás quando digo que não fui pra faculdade pois estão havendo palestras. Acho que ela não acredita em mim, mas não me diz nada.

Acredito que se eu fosse mais novo e dependente pra tudo, ela não perderia a oportunidade de me interrogar e me criticar. Ela apoia minhas decisões e as coisas que eu faço, mas, ao mesmo tempo, é uma grande crítica.

Não tenho um relacionamento muito próximo aos membros de minha família, mas também não tenho um relacionamento frio e sazonal.

É algo assim… diferente. Existe o apoio nas decisões (pelo menos em algumas delas), mas não existe aquela coisa do “eu te amo” dito a todo instante.

Talvez por isso eu seja assim tão carente, mas não culpo ninguém por eu ser assim; simplesmente sou e não me sinto infeliz por ser assim.

Eu costumava esperar das pessoas que elas viessem a me completar e a suprir minhas carências e que me fizessem feliz, e nesse aspecto também posso dizer que mudei.

Busco constantemente me valorizar, por mais ruim que eu possa vir a me considerar. Estou sempre vendo meus aspectos positivos e gosto de tê-los em mente, ao invés de esperar por um elogio vindo de outra pessoa.

Claro que se o elogio vier, melhor ainda.

Parei pra pensar há pouco e constatei que há meses troco um abraço com ninguém. Será que isso é normal?

Um beijo, mais tempo ainda, acredito.

… Nossa, isso já deve ter quase um ano.

Gostaria de poder abraçar alguém, de dar aquele upa bem apertado e demorado. Me faria bem.

Só de pensar, o meu corpo já relaxa e sente aquela coisa agradável que é receber um abraço.

Frio. Bastante frio.
Nem preciso dizer que adoro o frio. Claro, adoro apreciar o frio estando eu em casa debaixo de quilos de cobertores ou então na rua, com o vento frio batendo no rosto, enquanto todo o resto do corpo está bem aquecido, e não passar frio. Nada pior do que tremer de frio. Vou sempre lembrar disso e sempre ter à mão uma blusa de lã ou ao menos mais grossa do que aquela blusa de moletom que insisti em usar noites atrás pra ir à faculdade. Ao término da aula, fui em passos largos até a biblioteca aguardar o horário da van que me traria para casa.
Agora são quatro e doze, quatro e treze da madrugada. Não fui dormir ainda. Fico passeando por entre as tirinhas antigas do Garfield e vendo se alguma música nova de algum cantor que eu gosto foi lançada.
Há cinco anos atrás, acredito que neste horário eu estivesse no quinto sono, pois estudava pela manhã e, logo mais às 7h, teria que estar acordado e de banho tomado para ir para o colégio. Ou talvez eu tivesse tomado um banho quente bem longo minutos antes de ir pra cama, a fim de evitar gotas de água gelada nas costas. Não importa quão quente a água saia do chuveiro, se o banho é tomado no início da manhã, a água sempre vai ser considerada muito fria. Ao menos comigo é assim.
Descobri há poucas horas que milhares de pessoas morreram nos últimos dias em algum lugar da Europa por conta de alguma bactéria presente nas hortaliças.
Por mais cruel que esse comentário possa ser (não é minha intenção), comer hambúrgueres e cachorros-quentes tem o seu aspecto positivo. Com essa dieta diária, ninguém correria o risco de morrer.
Ainda se fosse pra morrer por uma causa nobre, como por uma lasanha à bolonhesa, quatro queijos ou com frango desfiado ao molho bechamel, eu compreenderia perfeitamente, mas morrer por uma folha de alface… ¬¬ É muita falta de amor próprio.
(Inferno, aqui vou eu.
Ainda prefiro ir para o céu, é claro, então se Deus puder reconsiderar e ver que meus comentários não são maquiavélicos, eu ficaria muito feliz.)
Prometi a mim mesmo assistir algum filme francês durante este final de semana, mas não rolou. Não acessei a Internet o dia todo e quando a acessava era para ficar vendo notícias. Não aquelas trágicas dos cadernos policiais ou irritantes dos cadernos de política. Costumo ler notícias sempre sobre entretenimento… algum livro novo, algum trailer de um filme interessante, uma música nova que vazou… coisas assim.
O aspecto positivo de não dar um real pra qualquer telejornal ou site de notícias que não seja na página Entretenimento, é que eu fico imune a quaisquer massacres em escolas, atos de corrupção dentro do governo, relatos de casais gays radiantes por sua união estável, gols da semana e jogadores que estão se aposentando e tantas outras coisas tão irrelevantes que preenchem a nossa mente. Se algo importante acontece (o início de uma guerra mundial, um tsunami ou terremoto, a marca da besta no céu ou a vinda do Messias cavalgando sobre nuvens douradas), alguém sempre vem e me conta.
Também não procuro mais saber sobre fofocas dos artistas, nem leio revistas. As de beleza, por exemplo, tem o único intuito de fazer todo mundo se sentir feio e fora de moda.
Preferiria viver em um mundo menos fútil, com pessoas menos fúteis.
Não é triste parar e começar a enxergar o mundo do lado de fora, como as pessoas canalizam suas carências na maioria das vezes sempre da pior forma possível, com promiscuidade ou o autoengano de que são perfeitas?
Mas… bem, é o mundo em que vivo e não tenho como mudar isso, e nem quero fazê-lo.
Busco agir sempre da melhor forma possível, não pra servir de modelo pros outros ou pra conseguir ter reconhecimento, mas sim porque eu me sinto bem sempre dando o meu melhor e, como acredito em sentimentos, acredito que vale a pena se esforçar pra amadurecer cada dia um pouco mais que ontem, a fim de ser uma pessoa melhor pra aquela pessoa que vai estar ao meu lado hora ou outra (e eu sinto dentro de mim algo “muito em breve”, embora não tenha perspectiva alguma de relacionamento neste momento e eu nem mesmo tenha alguém com quem conversar e conhecer, que dirá então pensar em um envolvimento amoroso).
Enfim, é isso.
Vou desligar o computador agora, que por acaso está no meu colo, enquanto eu estou com uns quatro cobertores sobre mim nesta noite.
Câmbio, desligo.

Frio. Bastante frio.

Nem preciso dizer que adoro o frio. Claro, adoro apreciar o frio estando eu em casa debaixo de quilos de cobertores ou então na rua, com o vento frio batendo no rosto, enquanto todo o resto do corpo está bem aquecido, e não passar frio. Nada pior do que tremer de frio. Vou sempre lembrar disso e sempre ter à mão uma blusa de lã ou ao menos mais grossa do que aquela blusa de moletom que insisti em usar noites atrás pra ir à faculdade. Ao término da aula, fui em passos largos até a biblioteca aguardar o horário da van que me traria para casa.

Agora são quatro e doze, quatro e treze da madrugada. Não fui dormir ainda. Fico passeando por entre as tirinhas antigas do Garfield e vendo se alguma música nova de algum cantor que eu gosto foi lançada.

Há cinco anos atrás, acredito que neste horário eu estivesse no quinto sono, pois estudava pela manhã e, logo mais às 7h, teria que estar acordado e de banho tomado para ir para o colégio. Ou talvez eu tivesse tomado um banho quente bem longo minutos antes de ir pra cama, a fim de evitar gotas de água gelada nas costas. Não importa quão quente a água saia do chuveiro, se o banho é tomado no início da manhã, a água sempre vai ser considerada muito fria. Ao menos comigo é assim.

Descobri há poucas horas que milhares de pessoas morreram nos últimos dias em algum lugar da Europa por conta de alguma bactéria presente nas hortaliças.

Por mais cruel que esse comentário possa ser (não é minha intenção), comer hambúrgueres e cachorros-quentes tem o seu aspecto positivo. Com essa dieta diária, ninguém correria o risco de morrer.

Ainda se fosse pra morrer por uma causa nobre, como por uma lasanha à bolonhesa, quatro queijos ou com frango desfiado ao molho bechamel, eu compreenderia perfeitamente, mas morrer por uma folha de alface… ¬¬ É muita falta de amor próprio.

(Inferno, aqui vou eu.

Ainda prefiro ir para o céu, é claro, então se Deus puder reconsiderar e ver que meus comentários não são maquiavélicos, eu ficaria muito feliz.)

Prometi a mim mesmo assistir algum filme francês durante este final de semana, mas não rolou. Não acessei a Internet o dia todo e quando a acessava era para ficar vendo notícias. Não aquelas trágicas dos cadernos policiais ou irritantes dos cadernos de política. Costumo ler notícias sempre sobre entretenimento… algum livro novo, algum trailer de um filme interessante, uma música nova que vazou… coisas assim.

O aspecto positivo de não dar um real pra qualquer telejornal ou site de notícias que não seja na página Entretenimento, é que eu fico imune a quaisquer massacres em escolas, atos de corrupção dentro do governo, relatos de casais gays radiantes por sua união estável, gols da semana e jogadores que estão se aposentando e tantas outras coisas tão irrelevantes que preenchem a nossa mente. Se algo importante acontece (o início de uma guerra mundial, um tsunami ou terremoto, a marca da besta no céu ou a vinda do Messias cavalgando sobre nuvens douradas), alguém sempre vem e me conta.

Também não procuro mais saber sobre fofocas dos artistas, nem leio revistas. As de beleza, por exemplo, tem o único intuito de fazer todo mundo se sentir feio e fora de moda.

Preferiria viver em um mundo menos fútil, com pessoas menos fúteis.

Não é triste parar e começar a enxergar o mundo do lado de fora, como as pessoas canalizam suas carências na maioria das vezes sempre da pior forma possível, com promiscuidade ou o autoengano de que são perfeitas?

Mas… bem, é o mundo em que vivo e não tenho como mudar isso, e nem quero fazê-lo.

Busco agir sempre da melhor forma possível, não pra servir de modelo pros outros ou pra conseguir ter reconhecimento, mas sim porque eu me sinto bem sempre dando o meu melhor e, como acredito em sentimentos, acredito que vale a pena se esforçar pra amadurecer cada dia um pouco mais que ontem, a fim de ser uma pessoa melhor pra aquela pessoa que vai estar ao meu lado hora ou outra (e eu sinto dentro de mim algo “muito em breve”, embora não tenha perspectiva alguma de relacionamento neste momento e eu nem mesmo tenha alguém com quem conversar e conhecer, que dirá então pensar em um envolvimento amoroso).

Enfim, é isso.

Vou desligar o computador agora, que por acaso está no meu colo, enquanto eu estou com uns quatro cobertores sobre mim nesta noite.

Câmbio, desligo.

Hoje acordei tranquilo, de um jeito que há meses não me sinto. Sabe, as coisas vão passando, sentimento eu já não nutro por mais ninguém há vários meses, mas eu andava me sentindo um trapo, coisa que hoje já não ocorre mais. Se estou solteiro? Sim, ainda estou. Andei conversando comigo mesmo e acho que já está mais do que na hora de demonstrar a mim mesmo todo o amor que sinto por mim. Preciso gostar mais de mim, ao invés de me maltratar. Redigi alguns e-mails para pessoas do passado, há algumas semanas. Nada meloso ou frio. Foi só um pedido de desculpas, ressaltando também os pontos positivos que com eles vivi. Foi, para mim, um exorcismo. Me permitiu seguir em frente, olhar o céu azul de novo. Assim, sem me sentir culpado por nada, sem me sentir carente por nada; estou zerado nesse sentido, respirando hoje um ar mais ameno, e nada melhor que um ar de uma tarde de domingo. Então é isso: segui em frente.
Logo, logo eu encontro alguém especial, ou melhor, sou encontrado. Pronto eu já estou, sem pensamentos e sentimentos sobre nada do que passou. A vida é isso, fazer escolhas, olhar pra frente. Me sinto seguro, me sinto melhor.
Tudo vai acabar bem. :)
 
 

Hoje acordei tranquilo, de um jeito que há meses não me sinto. Sabe, as coisas vão passando, sentimento eu já não nutro por mais ninguém há vários meses, mas eu andava me sentindo um trapo, coisa que hoje já não ocorre mais. Se estou solteiro? Sim, ainda estou. Andei conversando comigo mesmo e acho que já está mais do que na hora de demonstrar a mim mesmo todo o amor que sinto por mim. Preciso gostar mais de mim, ao invés de me maltratar. Redigi alguns e-mails para pessoas do passado, há algumas semanas. Nada meloso ou frio. Foi só um pedido de desculpas, ressaltando também os pontos positivos que com eles vivi. Foi, para mim, um exorcismo. Me permitiu seguir em frente, olhar o céu azul de novo. Assim, sem me sentir culpado por nada, sem me sentir carente por nada; estou zerado nesse sentido, respirando hoje um ar mais ameno, e nada melhor que um ar de uma tarde de domingo. Então é isso: segui em frente.

Logo, logo eu encontro alguém especial, ou melhor, sou encontrado. Pronto eu já estou, sem pensamentos e sentimentos sobre nada do que passou. A vida é isso, fazer escolhas, olhar pra frente. Me sinto seguro, me sinto melhor.

Tudo vai acabar bem. :)